sexta-feira, 11 de abril de 2014

SEM FINAL - 09/11/13

Já tem quase tudo pra ser uma boa novela.
A mocinha batalhadora (porém fora dos padrões de beleza), de bom coração, gente como a gente, amiga dos amigos e, pode-se até mesmo dizer, relativamente carismática.
O galã misterioso (porém bastante peculiar), também de bom coração, com amigos que se contam nos dedos, aventureiro e, pode-se até mesmo dizer, com um certo pendor heroico.
Já tem o tema de abertura, música ao mesmo tempo empolgante e reflexiva:


Belos cenários: as paisagens da Cidade Maravilhosa, por onde passa nossa heroína, e as estradas desse Brasilzão percorridas pelo nosso herói.
Suas trajetórias de vida são diferentes. Mas, como pedras que rolam, se esbarram na busca de seu ideal em comum de bondade, liberdade e paz.
Ambos têm lá seus dramas e dilemas: ela é sozinha no mundo, desde pequena sofreu perdas na vida. Ele, por sua vez, já quase perdeu a própria vida, o que lhe confere os modos soturnos de um kamikaze sobrevivente em busca de sossego nesse mundo.
O que faz a novela render são os fatos ainda não acontecidos, todas as possibilidades proporcionadas por breves encontros e desencontros reais e virtuais: o que quer dizer a mensagem cifrada no mural, se é que quer dizer alguma coisa? Ou quer preservar o silêncio? Uma comunicação que não deseja resposta, ou que deseja uma não resposta?
Eis todo o suspense imprensado numa sinopse. Falta agora reunir o elenco principal pra ver se vai ter alguma ação...
Como obra aberta, pode mesmo nem ter final...

                                

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