VERSÃO I:
Sábado de manhã. Nosso galã acorda inspirado por diferentes assuntos. Um deles angaria o maior número de comentários, dentre eles o de nossa mocinha, sempre curiosa e espirituosa.
Meio que encantado com o que lê, começa ele a perceber que pode estar se deixando levar por um certo interesse por ela.
Obstinado em prosseguir sendo um "lone ranger", surgem dúvidas e dilemas. Suas apreensões e seus princípios falam bastante alto. Ao mesmo tempo e no mesmo volume, lhe perturbam os comentários e opiniões de amigos e parentes sobre sua opção de vida.
VERSÃO II:
Sábado de manhã. Ansioso pelo encontro marcado para mais tarde com uma poderosa qualquer, nosso galã acorda e posta para o respeitável público seu medo avassalador de tal momento. Só os amigos homens curtem e comentam, é claro. (Muito já se falou sobre a inveja do pênis, mas pouco se fala sobre o medo da vagina)!
Amedrontado, e ao mesmo tempo empolgado, ele sai para voltar horas depois puto da vida. Não sabemos se:
- nada aconteceu,
- ele tomou um perdido,
- ele levou um belo fora,
- alguém lhe disse ou ele descobriu que o que ele queria era a maior roubada ou algo impossível no momento.
De uma forma ou de outra, venham as vozes de dentro ou de fora de sua cabeça, nosso herói não está muito bem.
O fato é que o telespectador deverá encontrar o protagonista perplexo no primeiro capítulo, procurando se encontrar. Realidade ou ficção, lá estará também a mocinha, personagem sincera e radiante, que sabe o que quer, mas não sabe se o terá.
Qual vai ser sua conquista? Um romance é uma possibilidade; a iluminação é uma certeza.
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